Comunicação assertiva: criando empatia para o momento certo de falar

O ato de se comunicar vai muito além de simplesmente falar e ser ouvido. Todos buscam uma comunicação assertiva e eficaz, mas para que isso aconteça o emissor da mensagem deve falar de modo que o receptor entenda. Só assim há comunicação!

Nuances e sutilezas fazem o sucesso ou o fracasso da comunicação assertiva. O momento de se comunicar é um desses detalhes que devem ser observados e requerem atenção redobrada, principalmente quando a situação é delicada. E isso pode ser mais difícil que parece!

A dificuldade advém, especialmente, da falta de percepção do ambiente e, em muitos casos, da falta de empatia. Se o emissor peca nesse quesito, o receptor não entende a mensagem e, então, não há comunicação assertiva.

É importante saber que entender a mensagem, dentro do contexto da comunicação assertiva, não é apenas recebê-la e decodifica-la. A comunicação assertiva não é um monólogo e pressupõe a interação entre emissor e receptor, de modo que ambos cheguem a um consenso ou conclusão. Isso quer dizer que a assertividade acontece quando a comunicação gera resultados.

Como não fazer

Recentemente, uma situação me chamou a atenção. Uma mãe zangada, em sua razão, chamou a atenção do filho e lhe informou qual seria o seu castigo por ele ter apresentado um mau comportamento. A comunicação seria assertiva se o momento não fosse impróprio, pois eles se encontravam em um almoço de família em que a descontração e o bom humor reinavam. O filho não reagiu bem à mensagem, visto desfrutava de um agradável momento familiar.

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Podemos perceber que os contextos são contrários. De um lado uma mãe irritada com a intenção de exercer sua autoridade, do outro o filho alegre e em um ambiente descontraído, aproveitando a presença da família. Ou seja, o filho não estava preparado para o assunto sério que viria.

O resultado, claro, não foi satisfatório. Além do filho torcer o nariz e lançar um palavrão, a mãe não atingiu o objetivo de exercer sua autoridade. Pode até ser que posteriormente ela o tenha feito, mas a energia gasta e o desgaste emocional com certeza foram maiores.

A hora de falar

Sentimentos de irritação e raiva destoam completamente dos sentimentos de descontração e alegria. São polos opostos, não combinam. Se é assim no campo das emoções, não seria diferente no campo da comunicação.

A sutileza de perceber o melhor momento de falar contribui em muito com a comunicação assertiva. A empatia também. Empatia é o mesmo que compreender o outro em suas emoções, e quando isso acontece conseguimos criar a conexão perfeita para garantir o sucesso do ato de comunicar assertivamente.

Não precisamos sempre esperar que o momento certo surja, podemos criá-lo! No caso citado acima, seria assertivo por parte da mãe esperar um momento em que estivesse a sós com o filho para conversar ou mesmo criar esse momento, chamando-o para uma conversa particular, por exemplo.

Para todo ato de comunicação assertiva faz-se necessário a sensibilidade de perceber o ambiente à sua volta. Seja na comunicação pessoal, empresarial e até virtual, dar atenção a esses detalhes contribui para o estreitamento das relações e a prática de uma comunicação eficaz. Esperar ou criar o momento certo de falar e criar conexão com o receptor é um bom início. Experimente!

Entusiasme-se, desenvolva-se e seja mais feliz!

Por Humberta Carvalho

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