Inverdade virtual: queremos uma vida plena, cheia de propósito e significado

Quem usa as redes sociais certamente conhece uma pessoa – ou algumas pessoas – que parece levar uma vida perfeita, que em seus posts e atualizações transborda felicidade, amor e amizade. A vida parece maravilhosa, essa pessoa parece não ter defeitos. Como pode alguém conseguir viver tão plenamente as relações humanas e divinas a ponto de não ter problemas? Certamente você, leitor, identificou algum “amigo” digital que seja assim, extremamente feliz…

Mas, sejamos sinceros, ninguém é feliz assim e as redes sociais são apenas uma vitrine que escondem a realidade rotineira do interior da loja. Por que, então, essas pessoas não postam também suas infelicidades, dúvidas, tristezas e erros? Qual o sentido de compartilhar apenas momentos felizes se a vida não é feita somente deles?

A vida, como diz o ditado, não é um mar de rosas, e querer provar o contrário pode ser sinal de fuga, de vazio, de solidão. A internet torna nossas vidas tão públicas que para muitos essa é a oportunidade perfeita de preencher um vazio que às vezes nem se sabe que existe. A final, é muito mais fácil ser admirado e invejado por uma vida que não é real que expor as próprias fraquezas e correr o risco de não ser olhado ou, pior, de perder a admiração conquistada pelos “amigos” virtuais.

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A verdade é que nenhum ser humano é completo, pois ser completo é ser perfeito e nós, mortais, estamos longe da perfeição. Expomos algo que não é verdade para conquistar “amizades” que não são reais e uma admiração que certamente não é leal.

Somos seres vazios, sedentos por sentido na vida, por propósito e por uma felicidade autêntica. Contudo, conquistar esse preenchimento não é algo fácil e muito menos rápido de se conseguir. É preciso autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, é preciso conhecer quem você é e saber quem você quer ser, e também assumir que não somos tão bons assim e que nossa vida está longe de ser tão perfeita.

Não que seja errado compartilhar bons momentos e coisas boas, mas é preciso tomar cuidado com a alienação que isso pode gerar. Quem sabe compartilhar um erro e um aprendizado, uma decepção ou um momento não tão feliz assim, não desperta nas pessoas o sentimento de uma vida real? Uma vida marcada por altos e baixos, mas também por crescimento, desenvolvimento e florescimento?

Eu, você, nós, o mundo precisa florescer! Que possamos ser menos virtuais e mais felizes, autênticos e verdadeiros. Deixar de parecer ser o que não é pode ser um bom caminho para iniciar. Busquemos uma vida plena, cheia e propósito e significado!

Entusiasme-se, desenvolva-se e seja mais feliz!

Humberta Carvalho

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