Dor não causa o sofrimento. O modo como você lida com ela, sim

Não há exceção para a dor, em determinados momentos todos nós a sentimos, seja física ou emocional, já sobre o sofrimento existe uma famosa frase (dita por um escritor chamado Tim Hansel, embora muitos digam que foi Drummond ou que se trata de um pensamento budista) que diz que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”, isso quer dizer que temos a liberdade de escolher não sofrer diante da dor. Mas como isso é possível?

Vou falar da dor emocional. Suponhamos que você esteja passando por fortes provações: terminou um relacionamento, perdeu um ente querido, ficou desempregado, brigou com seu melhor amigo… Tudo isso são fatos reais que aconteceram, você não pode voltar atrás e mudar, por isso a dor pode ser inevitável. Porém, dependendo da interpretação que o seu cérebro faz, dependendo do modo como você encara a situação, você poderá sofrer.

A dor por si não pode causar sofrimento, o modo como você a interpreta, sim. O sofrimento é a rejeição aos fatos, é negar aquilo que não pode ser mudado, quanto mais negamos, mais sofremos. Saber enfrentar a dor gera resiliência, por outro lado, não saber enfrentar gera sofrimento que acaba gerando mais dor.

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A primeira coisa a se fazer diante da dor é encará-la de frente, com consciência e coragem, e então perguntar o que aquilo poderá nos trazer de positivo. Por mais difícil que seja aceitar, até a morte de um ente querido pode trazer algo de positivo.

Há sete anos, faleceu o meu irmão mais velho e eu entrei no sofrimento. Foi difícil aceitar, porém, consegui sair dele mais rápido do que imaginava quando parei de olhar para o que tinha perdido e comecei a procurar motivos para aprender diante daquela terrível dor. Eu aceitei os fatos, já que não os podia mudar, e agradeci por ter convivido 38 anos com ele e pela grande lição que sua morte estava me trazendo.

A partir desse entendimento, eu aprendi a compartilhar mais o meu tempo com as pessoas que amo. Na época, eu só pensava em trabalhar, chegava a ficar 15h por dia no trabalho e ainda levava coisas para fazer em casa aos finais de semana. Não sobrava tempo para uma conversa descontraída, eu estava sempre muito ocupada, mas a dor me trouxe grandes lições.

Hoje, eu tento ensinar para os meus filhos a não renunciar a dor, mas encontrarem um significado para ela. Não posso evitar que eles sofram, mas posso mostrar com o meu exemplo que a dor, quando não vira sofrimento, se transforma em bênçãos.

Por Shirley Brandão

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