Drama: isso não é uma novela mexicana!

Maria Tereza é uma jovem advogada que trabalha há alguns anos em uma corporação que atua na área jurídica, atendendo grandes empresas nacionais e internacionais. Alegre e muito focada, ela vive em busca de autoconhecimento, aprimoramento de seus pontos fortes e também dos que precisam ser melhorados. Maria Tereza lidera uma equipe de quase 20 profissionais e tem que, mensalmente, apresentar os resultados do seu departamento à presidência da instituição. Enquanto líder, ela tem um papel fundamental no desempenho de seus colaboradores, já que é responsável por pensar estrategicamente as ações da equipe e, ainda, conciliar conflitos, motivar e desenvolver cada membro do grupo.

Naturalmente, o cargo que ocupa requer uma competência muito importante: a resiliência. Em suma, essa característica está ligada à capacidade do indivíduo de se adaptar às mudanças, se mantendo firme diante das pressões e conseguindo, assim, continuar exercendo seu papel com excelência. Hoje, Maria Tereza é consciente de que precisa, dia após dia, desenvolver a capacidade de ser resiliente. Mas não foi sempre assim…

O feedback

A organização que Maria Tereza trabalha passa frequentemente por mudanças, principalmente no quadro de líderes e colaboradores, e isso sempre foi um grande problema para ela. Toda vez que algum líder era substituído, a advogada era tomada por uma série de pensamentos negativos que a levavam a ter a certeza de que ela seria a próxima a ser desligada. Essa certeza fazia com que Maria Tereza mudasse claramente seu comportamento. Era notável a preocupação, desmotivação e tristeza em suas ações. Para completar o cenário nebuloso, outros líderes da corporação alimentavam aquele sentimento, confirmando que o medo da jovem era real e que, mais que mudanças, o que acontecia naquela empresa era uma conspiração que levava às demissões, que à época aconteciam com frequência.

LEIA TAMBÉM:
Use o poder da palavra para influenciar positivamente
A sabedoria do silêncio
Sete mitos sobre a raiva: verdades e mentiras sobre uma emoção controvertida

Até que em um dia muito atribulado, um membro da equipe da advogada, que há muito havia observado a tensão da chefe em relação às mudanças e desligamentos, a convidou para um café e aplicou-lhe um feedback. O feedback é a troca de informações que permite às pessoas – em uma empresa, por exemplo – saberem se estão obtendo êxito na execução de suas atividades ou se precisam melhorar e aprimorar alguma habilidade em função de um resultado mais satisfatório. Para você, leitor, entender melhor, o feedback pode ser associado a uma crítica construtiva, feita tecnicamente em busca de soluções.

Voltando ao café, Maria Tereza fez seu pedido à garçonete e, enquanto esperava, o rapaz iniciou a conversa fazendo um elogio. Disse que admirava na líder a capacidade de ser estratégica, de apaziguar os conflitos e ainda o fato dela acreditar e investir no desenvolvimento da equipe. Após destacar as características positivas, falou: “Mas percebo que você tem uma dificuldade muito grande em encarar as mudanças. Toda vez que uma é anunciada, percebo que você fica tensa e ansiosa, imaginando que as pessoas estão conspirando contra você e isso gera uma atmosfera de ‘novela mexicana’. E é impossível esse sentimento não nos afetar”, disse o jovem, referindo-se ao restante da equipe.

Por quase uma hora, Maria Tereza ouviu atentamente as críticas do colaborador e, pela descrição, foi como se as cortinas de seus olhos estivessem se abrindo. Durante o diálogo, o rapaz despertou a advogada para a necessidade que ela tinha de desenvolver a resiliência.

Sendo resiliente

No dia seguinte, toda equipe se admirou com o entusiasmo da líder. Ela chegou animada e disposta, e quebrando a corrente do dia anterior transmitiu ao seu grupo muita tranquilidade e otimismo. Mas o que aconteceu com Maria Tereza? No dia anterior, após ouvir seu colaborador, Maria Tereza percebeu o quanto era resistente às mudanças e o quanto elas a assustavam. Durante a noite, ela pensou sobre o feedback que recebeu e olhou a situação por outro ângulo, o de espectador, e percebeu a “novela mexicana” que protagonizava.

O que aconteceu com Maria Tereza acontece com muitas pessoas, seja no ambiente corporativo ou familiar. De fato, as mudanças incomodam, pois nos tiram da nossa zona de conforto e nos fazem movimentar em outra direção àquela que estávamos. Contudo, se fizermos das mudanças um drama, viveremos eternamente uma “novela mexicana”, em que sempre há vilões e mocinhos. Tudo depende de como você encara as situações. Mudanças são necessárias e sem elas é impossível viver, pois desde que nascemos passamos por transformações em todos os aspectos. O importante é desenvolver, o quanto antes, a capacidade de enxergá-las como oportunidades. Quando as coisas mudam, nós mudamos também. E mudar junto não significa aceitar e se submeter, mas se posicionar, contribuindo para que todas as consequências das mudanças sejam em função de um bem maior, que contemple a todos.

Além de gerar mais resultados, o pensamento e o comportamento resilientes refletem no ambiente e nas relações. Ao invés de se posicionar como vítima das mudanças, assumindo uma postura passiva, o indivíduo resiliente assume-se como protagonista da sua vida, enxergando as mudanças como oportunidades e engajando os que estão a sua volta para que também cresçam e amadureçam com a transformação. Essa influência é positiva e muito produtiva!

Se você é resistente às mudanças, se conscientize de que elas podem trazer coisas boas. Faça esforço – mesmo que seja um esforço descomunal – para enxergar as várias possibilidades que as transformações podem trazer para sua vida e apegue-se às boas probabilidades. Assim, você perceberá o quanto será menos doloroso e mais fácil encará-las.

Entusiasme-se, desenvolva-se e seja mais feliz!

ESTE ARTIGO CONTRIBUIU COM VOCÊ? ENVIE-NOS UM E-MAIL CONTANDO SUA HISTÓRIA: contato@potencialmaximo.com.br

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s