Como FALAR para ser realmente OUVIDO pelo outro na relação

Na Programação Neurolinguística (PNL) existe um princípio que sempre me chamou muita atenção: “A responsabilidade da comunicação é sempre do comunicador.”

Quando li isso a primeira vez, pensei: “Ih…agora estou enrolada, não vou mais poder responsabilizar meu marido por não me escutar! Se ele não me ouve é porque eu não ando sabendo me comunicar bem.”

Chato isso de tudo ser sempre responsabilidade nossa, não é? Também acho…mas é verdade! Não podemos ficar perdendo tempo tentando encontrar e colocar a culpa de nossos problemas no outro. Temos que correr logo atrás daquilo que podemos resolver e buscar a melhoria da nossa relação.

Não espere seu companheiro (a) querer mudar para começar um processo de transformação em suas vidas. Faça sua parte, mude você, porque quando você muda sua relação muda. E dessa vez nem sou eu que estou falando que a responsabilidade é sua – e nem nas outras, sempre tem uma teoria ou caso que comprove –, é a PNL.

Lembro-me quando ainda estava em processo terapêutico e inúmeras vezes saí da sessão contrariada e pensando: “Eu pago caro pra vir aqui e essa terapeuta só faz me mostrar que tudo sou eu, tudo é responsabilidade minha, que chata!”. Tenho certeza que todos os meus pacientes hoje saem daqui com esta mesma impressão!

Bom, a questão é essa: sim, você sempre tem responsabilidade em tudo o que está vivenciando! Então, o primeiro passo para a felicidade de sua relação, que você tanto deseja, é encontrar e assumir sua parte e começar, agora, a buscar novas possibilidades de ação. Só reclamar e lamentar não resolve problema de ninguém! Levante-se e corra atrás de sua felicidade!

Fala assertiva

Se a responsabilidade de uma boa comunicação é sempre do comunicador, então você precisa encontrar onde pode estar errando na hora de falar e o que está lhe impedindo de alcançar os resultados que espera.

Para começarmos a encontrar algumas respostas para essa pergunta, vamos praticar um pequeno e simples exercício.

Quero que você traga agora a sua mente, um assunto ou conflito, que já tentou conversar e não se sentiu compreendido. Pense e defina com calma. Lembre-se da última conversa que tiveram, ou tentaram ter, sobre esse problema. Como foi? O que aconteceu?

Quando estiver pronto, siga em frente e vamos tentar encontrar onde podem estar às falhas na comunicação. Agora, reflita, sem pressa, sobre cada questão a seguir, tendo em mente o conflito escolhido.

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O QUE você tem dito sobre isso? Quais palavras, exatamente, tem utilizado para se expressar? Palavras duras, grosseiras? Palavrões? Palavras verdadeiras e assertivas? Acredita que essas palavras são fáceis de serem escutadas e compreendidas pelo outro?

COMO você tem dito? Qual é o seu tom? Qual entonação? Há gritos? Agressividade? Ironias? Implicância? Assertividade? Sabedoria?

ONDE você tem buscado conversar? Que ambiente? Quais os locais você tem escolhido? Ambientes tranquilos, serenos? Agitados, confusos?

QUE hora? Quais horários costuma procurar esse diálogo? Na hora da raiva? Quando o outro chega em casa cansado? Na hora da novela ou do futebol? Quando o outro bebeu?

Consegue perceber a extraordinária importância de cada um desses fatores na hora de dialogar sobre assuntos delicados? Atente-se ao: “O que”, “Como”, “Onde” e “Que hora” você fala! Entende que quanto mais complexo seja o tema da conversa para vocês, mais importante se torna preparar e organizar os detalhes para que tudo ocorra da melhor forma possível?

Não haja por impulso! Não saia por aí falando de qualquer jeito tudo que lhe vem à mente. Aprenda a ser sábio em todos os momentos de sua vida, principalmente na hora de buscar soluções importantes para problemas difíceis entre vocês, por meio da comunicação.

Pense, organize suas ideias, escolha um ambiente e um horário tranquilo. E, principalmente, escolha bem suas palavras e sua entonação de voz, se você deseja realmente ser OUVIDO! Lembre-se que toda vez que nos sentimos acuados ou acusados, deixamos de escutar e passamos a preparar nossa defesa. Sendo assim, evite tons de acusação, fale de você, comece sempre com: “EU”, nunca com: “VOCÊ”.

Dicas práticas e valiosas

NÃO FALE MUITO!

Esse é um dos maiores obstáculos na hora de expressar aquilo que pensamos: começar a falar sem parar, sem nunca concluir.

Confesso que nós mulheres cometemos mais esse erro, e me incluo totalmente, verdade, eu falo muito!  É comprovado cientificamente que falamos em torno de 20.000 palavras a mais que os homens por dia. Portanto mulheres, vamos ficar atentas a essa dica! Parece que falamos mesmo “pelos cotovelos”!

Brincadeiras a parte, precisamos entender que os homens falam menos e são mais objetivos e se você quer ser ouvida, procure ser a mais direta e clara possível, sem rodeios, sem florear e, principalmente, sem dramatizar. Se começar a chorar e a lamuriar então, pronto, acabaram-se quaisquer chances de comunicação. Seja assertiva e chore depois, de preferência sozinha.

Aqui preciso abrir um parêntese para lhes contar um pouco de minha experiência pessoal a esse respeito. No começo do meu casamento, eu era a “rainha do drama”, todo desentendimento e conversa que tentávamos ter, lá estava eu chorando, chorando e… adivinhe? Ele nunca me escutava.

Fui percebendo então o quanto os meus dramas prejudicavam nosso entendimento, no começo ele até tinha mais paciência, mas depois foi ficando cada vez mais irritado com isso e se retirava da conversa mais rápido ainda. Hoje, é muito difícil eu chorar durante um conflito, ou conversa nossa. Posso até chorar, depois e ele quase nunca vê. E assim, nossas conversas costumam ter começo, meio e fim, na maioria das vezes.

Outros pontos podem até nos atrapalhar – digo para que você saiba que não é sempre que consigo aplicar tudo isso aos nossos diálogos. Relacionamentos felizes para sempre… são construídos continuamente e nada é definitivo, as recaídas sempre fazem parte, cada vez menos, graças a Deus! –, mas eu ficar de coitadinha, fraquinha, choramingando… nunca mais! E só assim, conquistei o respeito dele e a possibilidade de que ele me ouvisse!

Portanto, se você, mulher ou homem, se identificou com essa minha história, mude rápido esse modo de agir se quiser também alcançar algum tipo de troca saudável entre vocês. Aviso também aos homens que, como em todas as regras, nessa também existem exceções, ou seja, alguns homens também devem prestar atenção para não se excederem na hora de falar.

FALE DEVAGAR!

Procure se expressar calmamente, tranquilamente. Não tenha pressa em se fazer entender, isso poderá lhe deixar ansioso e assim começará a falar demais interrompendo a escuta do outro, como vimos na dica anterior. Portanto, coloque suas ideias de forma serena, direta e sem pressa ou desespero algum, como se estivesse discursando sabiamente mesmo.

NÃO TENTE OBRIGAR O OUTRO A TE OUVIR!  DESPERTE NELE O DESEJO DE TE OUVIR!

Por fim, essa super e especial dica: você precisa aprender a criar estratégias para que sua fala se torne importante para o outro. Assim, ele sentirá o desejo, a necessidade de te ouvir e não a obrigação. Procure fazer ele compreender que essas conversas são sim, difíceis de serem vivenciadas, mas que os resultados são excelentes para vocês em termos de paz, amor, respeito e crescimento.

Ninguém melhor que você para saber como falar com seu (a) companheiro. É você quem convive e passa a maior parte do tempo com essa pessoa. E se está pensando aí agora que não tem ideia de como acessá-lo, é porque nunca parou para prestar atenção nisso.

Se começar a observar, irá aprender a melhor hora para falar, o melhor local, quais palavras e expressões são ouvidas e quais bloqueiam imediatamente a escuta dele (a). Basta prestar atenção em vocês! Por exemplo, atendi certa vez um casal que estava com o diálogo interrompido. Durante o processo terapêutico, eles conseguiram identificar que toda vez que ela fazia alguma espécie de cobrança, ele ficava extremamente irritado e rompia o diálogo.

A tarefa dela então era conseguir falar de suas necessidades sem usar tons de cobrança e a dele, prestar mais atenção ao que era importante para ela, assim não seriam necessárias às cobranças.

Consegue perceber agora o quanto é importante que você esteja atento para aprender a falar se deseja ser ouvido?

Entende agora porque a responsabilidade da comunicação é sempre do comunicador? Então, siga em frente, vá à luta e retome a comunicação saudável e transformadora em sua relação!

E se possível, convide seu companheiro (a) a ler também esses três artigos sobre diálogo genuíno. Se os dois buscarem juntos essas mudanças, tudo acontecerá mais rápido e fácil. Porém, se você sabe que ele (a) não está aberto a isso, não tem problema, faça você, comece a mudança e, de forma amorosa, vá ensinando tudo ao outro. Sim, isso é totalmente possível!

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