A primeira impressão é a que fica?

Você já parou para pensar como você se prepara para a despedida? A maioria das pessoas pensa e se prepara para causar a sua melhor primeira impressão. Um senso comum que muitos pensam, mas que poucos param para refletir. É comum a gente escutar “a primeira impressão é a que fica”.

Estudos em psicologia confirmam que a primeira impressão é a que fica. Ok! Aquele julgamento inicial formará uma primeira impressão que será imposta por muito tempo. Na distração, eu acredito nesse julgamento apressado do nosso cérebro. Mas de forma consciente, quase sempre queremos moldar a ideia do que queremos transmitir ao outro.

Os cientistas chilenos Humberto Maturana e FranciscoVarela divulgaram, em 1970, uma teoria revolucionária sobre a cognição humana, chamada a Teoria da Cognição de Santiago.  Maturana e Varela concluíram que a mesma capacidade que possuímos para imaginar coisas, criar ideias e projetá-las na construção de objetos, ferramentas, instrumentos e máquinas, também usamos para criar uma imagem virtual sobre nós mesmos. Ou seja, criamos um eu à parte para além do que somos. Mas por que excedemos tanto os limites da verdade na hora de criar essa imagem sobre nós? O motivo é o mesmo que usamos quando encontramos uma pessoa pela primeira vez, ou quando vamos para uma entrevista de emprego: queremos causar uma boa impressão.

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Isso revela um ponto crucial: se, para causar impressão, acreditamos ser necessário criar uma imagem melhorada de nós mesmos, no fundo, temos a convicção de que quem somos na realidade não é bom o suficiente.

Essa é uma constatação interessante, ou seja, a de que vivemos as aparências que queremos causar. Um disfarce em relação ao que não queremos mostrar. E assim, condenando a nós mesmos, os primeiros encontros são marcados muito mais pelas aparências do que por aquilo que de fato somos.

Mesmo que o julgamento da primeira impressão tenha sido marcante, ela não será definitiva. Com o tempo, todos os disfarces são revelados, seja para quem quer causar, seja para quem vai julgar. O importante, em qualquer situação, é refletirmos antes de afirmarmos nossa primeira impressão.

Então, deixo aqui uma provocação para que você possa refletir: O que você faria se soubesse que teria apenas mais alguns dias com as pessoas que estão com você? Acredito que você tentaria deixar realmente quem você é, sua essência, o seu melhor estado. Então, neste sentido, sabendo ser a última, você deixa sua melhor impressão, o que naturalmente você é e não o que você quer ou quis causar.

Saber aproveitar todas as oportunidades de se apresentar faz toda a diferença. Não ver no outro o que você é, mas ver nele uma oportunidade de despertá-lo para o que ele pode ver em você, pode ser o que você precisa para dar início a um relacionamento duradouro.

Então, numa sociedade líquida, que se transforma diariamente, pensar em relações duradouras é querer viver sem máscaras, sendo o que é, essencialmente o que é. Mesmo que estejamos preocupados com as primeiras impressões que vamos causar, a vida é muito maior que as aparências disfarçadas de formas incertas.

Se você passa a maior parte do seu tempo, dos seus encontros, tentando despertar o interesse do outro, se importando cada vez mais com os julgamentos que farão de você, a impressão será sempre de uma vida feita para ter, mas não para ser. E para ser, basta assumir quem você é.

Por Valdimar Souza

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