Em tempos de distração com o inútil a consciência é o que te define

Ser o agente de nossa própria história dá muito trabalho. Em tempos em que a distração com o inútil é um fato do nosso cotidiano, o único lugar que podemos ser o que somos, sem representação, é em nossa consciência. O resto é um palco com desejos de aplausos. Quem tem consciência de si, não sorri o tempo todo, não publica em redes sociais o tempo todo, não deseja transmitir felicidade o tempo todo. Sabe que não há necessidade de dizer ao mundo o que está sentindo e as provocações coletivas não penetram sua individualidade. Pagam pelo preço do julgamento, mas estão dispostos a não viver sob o olhar da condenação do outro.

É importante que qualquer pessoa seja livre, não importa onde esteja, com quem esteja, o importante é a sua consciência. Ser livre é ser fiel a si mesmo. É não seguir conselhos, ou desconfiar daquilo que nos aconselham. Pois se seguirmos aquilo que nos dizem para seguir, seremos escravos das palavras ou das vontades alheias. Não viveremos nossas escolhas, mas o que o outro viveria. Seguiremos o caminho do rebanho. 

Somos seres solitários. Como de fato nascemos sem nada e não temos nada, temos a necessidade de ter tudo. Isso explica nossa necessidade de ter cada vez mais seguidores, amigos no Facebook, curtidas, comentários…. Queremos viralizar nossa vida o tempo todo.

Infelizmente, vivemos uma geração que pensa que ser feliz o tempo todo é uma obrigação. E para isso, carregam esse fardo. Não somos obrigados e não temos essa obrigação. Ser feliz é um estado de consciência. De ter consciência que vivemos momentos felizes, instantes que desejamos sua prorrogação, instantes que desejamos eternizá-los. E quem não permite que sua felicidade dependa da aprovação alheia está sempre no melhor dos mundos. Quando não temos essa consciência, acreditamos que o problema do mundo está nos outros, porque acostumamos com nossa imagem à luz do espelho de nossa própria infelicidade. Vivemos quase o tempo todo prontos para o pior e não conseguimos ver o que há de melhor a nossa frente. 

O quanto você está disposto a pagar pela consciência de se tornar quem você é? De não viver roteiros escritos por terceiros? Sabemos que vivemos uma crise ética, humana, moral. Vivemos uma transformação sem precedentes. Ser o agente de nossa própria história nos exigirá uma consciência limpa, leve e desocupada de obviedades inúteis. Nesta consciência, sabendo o que é certo e errado, ter o domínio de si é saber escolher com sabedoria sem ser escravo do que o outro pensa e deseja que façamos.

Por Valdimar Souza

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Um comentário sobre “Em tempos de distração com o inútil a consciência é o que te define

  1. José Carlos Lopes disse:

    Ter a consciência de si mesmo é ter o controle sobre o mundo. É fundamental ser livre para pensar e agir, mas a troca de experiências é essencial. Lutamos por dias melhores e dias melhores trazem alegria e a sensação de estamos no rumo certo. A busca constante da felicidade é um fardo sim. É o peso de alimentar os sonhos. É melhor sonhar!

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