A vida é um moinho. Aproveite cada volta!

Como bem disse o grande Cartola, o mundo é um moinho. Isso é algo inevitável, independente e alheio a nossa vontade. Logo, sabemos que dentre as poucas coisas certas na vida, uma delas é que a vida será feita de altos e baixos, subidas e descidas, voltas, desencontros e encontros.

Todo mundo já esperou o mundo dar voltas em algum momento, e a gente sempre espera que estaremos lindos e maravilhosos quando um e-mail rastejando nos chama de volta para a função da qual fomos demitidos, ou, através de um mexerico, reconfirmemos o quanto somos insubstituíveis. Aguardamos entre ansiosos e certos o telefonema do amor que nos abortou, da amizade que foi esquecida.

Dificilmente nos imaginamos no lado oposto da moeda, do lado de quem volta, de quem pede, de quem se desculpa, de quem reconhece. E aí num belo sábado de sol, você encontra a volta que a vida deu, estirado no chão, enquanto quem você menos nutriu afeição te estende a mão, te salva e te ensina essa magnânima dinâmica da vida: a relatividade de cada pessoa e acontecimento e dos olhos bondosos ou, no mínimo, compreensivos, que deveríamos dedicar a todos.

Se tivéssemos noção consciente do quanto a dor, ou outro lado da moeda, pode nos ensinar mais que o glamour de quem viu a vida dar a volta pelo lado esperado, talvez olharíamos mais demoradamente para as pequenas curvas e voltas de 180° graus que nos acontecem.

Final de 2015, em um intervalo entre um suspiro e uma cólica de rins, eu encontrei socorro vindo de onde menos esperava. Comentei em meu perfil no Facebook o quanto a subsíndica do meu prédio – pessoa de quem nunca fui próxima, tampouco nutria afeto – me salvou e cuidou enquanto eu rolava de dor esperando socorro. Na oportunidade, alguns amigos me lembraram o quanto isso é uma atitude esperada de qualquer ser humano e o quanto isso não me obrigava a tecer nenhum sentimento pela minha salvadora em questão, e eles têm razão. Nem sempre a vida dá voltas para mudar nosso trajeto, às vezes ela só vem para nos lembrar de notar com mais cuidado quem temos por perto.

Andamos tão influenciados pelos hits pops de “recalque”, “Beijo no ombro”, “Show das poderosas que expulsam as invejosas”, que nos esquecemos que na vida real não existem mocinhos e bandidos, alguém que seja 100% certo ou totalmente errado. Como eu gostaria que nos lembrássemos disso mais vezes. Isso salvaria nossa geração de tanto drama desnecessário, de tanto ódio infundado, de tanta incompreensão com a história alheia, desencontros que poderiam ser evitados…

Mas como temos muita dificuldade em ver o outro por inteiro, e não pela ótica rasa que nos convém, a vida trata de fazer suas curvas para que nós não nos esqueçamos nunca que isso aqui é uma viagem incerta, com muitos rumos e paisagens emancipadas as nossas vontades.

Em 2016, eu desejo que você aprecie cada uma das voltas. Tanto as que vida lhe devolver o que plantou, quanto as que irá lhe dar a oportunidade de semear aprendizado dentro de si através da adversidade.

Se ser um moinho é algo que independe da nossa vontade, que saibamos contemplar o céu quando o giro nos levar para o alto, e colher flores e regar sementes quando ele nos fizer tocar o chão.

Por Cacau Mila (Camila Lourenço), cantora, atriz e locutora na Rádio Interativa FM

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