Um VIVA às diferenças!

Desde que fui convidada a escrever para o site Potencial Máximo, várias ideias pipocaram na minha cabeça e para esse momento de estreia uma se fixou. Primeiramente, vou me apresentar: Ana Carolina, 31 anos, psicóloga e blogueira, deficiente físico, mais especificamente portadora (nem sei se posso classificar assim) de Mielomeningocele. Aposto que você, leitor, talvez nunca tenha ouvido falar sobre esse meu “pequeno probleminha”. E se já ouviu esse nome, não deve ter muita noção do que se trata. Traduzindo o que esse “nomão” significa: má formação congênita (ou seja, já nasci com isso) da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas estão expostas. O Google está cheio de sites sérios que tratam do tema. Para completar, estou um tanto quanto acima do peso ideal. Sou bem diferente dos padrões impostos pela sociedade, não é?

Quantas pessoas com deficiência você conhece? Como você trata essas pessoas? De igual para igual, como se não tivessem nada? Ou respeita as limitações que essas pessoas podem ter e encara o problema de frente? Aliás, é preciso que se diga que a maioria das pessoas com deficiência (e aí eu me diferencio delas também) prefere ser tratada como se não tivesse nenhum problema físico. Tal atitude é motivada pela maneira como as pessoas mais próximas delas lidam com a questão, mas isso não vem ao caso aqui e agora.

Mas, peraí: se pararmos para pensar, não somos todos diferentes uns dos outros? Então para que querer ser “igual” a todo mundo? E mais: qual o sentido de se ter estranheza e preconceito por quem é diferente de você? Isso me lembra a minha primeira cliente, que está comigo até hoje, que insistia em querer que todos a sua volta fosse e agissem como ela. Mas o mundo seria tão chato se fôssemos todos iguais!

Acho besteira isso de preconceito. E olha que pela série de fatores que citei acima, sou vítima preferencial desse tipo de atitude, mas não de minha parte ou de minha família, pois desde criança aprendi a me aceitar e até fazer piada de certas situações pelas quais passei. Aliás, estranha para mim era a criança que tinha pernas retas, andava bonitinho e aprontava todas.

Proponho, então, uma reflexão para todos nós fazermos constantemente a partir de uma frase que vi no Twitter: “Um dia a gente cresce, conhece a nossa essência, ganha experiência e aprende o que é raiz, então, cria consciência.” Afinal, para aceitar o diferente é preciso ter consciência plena de que ele existe e encará-lo como tal. Proponho um viva às diferenças!

*Texto elaborado por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência em 03 de dezembro.

Por Ana Carolina Carvalho

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